Estava eu muito descansado sentado frente à pantalha (écran do computador) a ler alguns e-mails, daqueles da treta, quando me apercebi de um "miau, miau, renhau" ao meu lado.
Desviei os olhos do écran e dirigi o olhar na direcção de onde vinha o som.
Era o Pasoca, que de cachecol ao pescoço, me dizia naquele linguarejar que só os gatos e as bruxas entendem, que devemos todos sem excepção, humanos e demais animais, apoiar a Selecção Nacional.
Compreendi-o, não por eu ser gato ou bruxa, mas porque com o tempo tenho-me familiarizado com as nuances do seu discurso, e porque o cachecol ao pescoço não deixava margem para dúvidas, se as houvesse.
Percebi que ele pretendia transmitir aquela mensagem a todos os portugueses, aqui, em todo o mundo, periferia e arredores, e que, na sua inocência felídea, achava que a melhor forma de o fazer era deixar-se fotografar de cachecol ao pescoço, numa assunção plena das suas opções e dos seus valores pátrios.
Concordei com ele, é claro, e lá nos dirigimos para a marquise, onde o fotografei, languidamente espojado em cima da máquina de lavar a roupa.
Aqui fica em suporte fotográfico a importante mensagem do Pasoca!
foto: © josé antónio/pasoca 2006