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quarta-feira, junho 30, 2010

Foto Nice - ecos do passado


O acaso rege a vida, os acontecimentos, o universo. Não tenho sombra de dúvida a esse respeito. Já muito reflecti sobre a questão de decidir entre o acaso ou a necessidade. Decidi pelo acaso.


Foi o acaso que me levou ao encontro desta fotografia, numa busca no Google à procura duma imagem que nada tem a ver com esta de que aqui falo.


Ao encontrá-la e ao olhar para ela, longínquas memórias visuais assaltaram e inundaram o meu espírito. Ecos do passado soaram dentro de mim e um frémito de emoção percorreu o meu corpo.


Afinal o que encontrei eu assim de tão importante? Nada mais nada menos que uma fotografia antiga da Foto Nice, em Benfica/Lisboa, propriedade do meu padrinho Virgílio Costa, casa de fotografia da qual falo num texto com uma memória de criança.

Este texto tem por título "a fotografia" e foi publicado em 30-09-2007 no artigo "do baú das memórias" que se encontra [ aqui ] .

Não é longo e aconselho a sua leitura para compreenderem a minha emoção com a descoberta feita.


O dito texto, na sua introdução reza assim:

" Este texto é uma memória com particular importância para mim. Esta versão é de Outubro de 2002 e não me canso de a ler e reler, pois sempre que o faço novas imagens assomam ao meu espírito, em vagas imparáveis, espessas ondas que me transportam para aqueles tempos felizes em que fui criança. Não é por acaso que sou um apaixonado pela arte da Fotografia. Deixo-o aqui, para vossa fruição, ao jeito de saudade e homenagem a esse homem extraordinário que foi o meu tio e padrinho Virgílio Costa:"


Devo referir que não tenho no meu acervo fotográfico nenhuma fotografia da Foto Nice nem sei se alguém de família tem alguma, pelo que esta é para mim um verdadeiro achado e uma pérola a guardar com carinho, pois é exactamente esta a imagem que tenho daquele prédio, com o enorme reclame na fachada e a taberna do Zé da Graça no rés-do-chão, por baixo da casa de fotografia que ficava no 1.º andar.


Eis a fotografia que encontrei:


a Foto Nice no 1.º andar com o enorme reclame

encimando a porta de entrada


Esta fotografia está no blog Retalhos de Bem-Fica [ aqui ] a quem agradeço.


a legenda da foto no blog onde a encontrei é a seguinte:


"Estrada de Benfica" (s/data),

[a aguardar referência ao autor], in Arquivo Municipal de Lisboa


sexta-feira, abril 23, 2010

é por estas e por outras que dizem que eu sou maluco...




Bellu horribilis...


O Ser oculta-se na opaca névoa intemporal dos torpes gestos quotidianos

o espalhar do creme de barbear sobre o rosto excedendo os limites do razoável

uma máscara efémera que rapidamente se esvai ante a força cauterizante do ar


pobre ilusão de redenção...



uma das artes 'crespas' do Zézinho...

Oeiras, 31-12-1991


fotografia © josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


segunda-feira, abril 12, 2010

Ponto final no parque infantil


Abordámos esta matéria [ aqui ], [ aqui ] e [ aqui ]. Hoje apresentamos o que constatámos ao passar no local e nos parece sem dúvida ser o ponto final no assunto.

Ficamos por aqui.


remodelação do local do antigo parque infantil

09-04-2010


fotografia © josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


segunda-feira, março 29, 2010

premonição


Esta fotografia foi tirada em Abril de 1991 nas Termas do Vimeiro.


Pergunto-me se, já com 19 anos, não teria o aviso algo de premonitório sobre o futuro da humanidade...



aviso afixado nas termas

21-04-1991, Vimeiro


fotografia © josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida


domingo, março 28, 2010

ainda o parque infantil


pormenor do parque infantil removido


Sobre esta matéria de que temos vindo a falar [ aqui ] e [ aqui ] recebemos via email:


Vai fazer em Maio 1 ano, que entrou em vigor a nova legislação dos EJR. Para quem não domina o dialecto, espaços de jogo e recreio.

A famosa ASAE (tudo gente mansa) passou a substituir o IDP na fiscalização destas estruturas.

O nosso Tio Isaltas não correu riscos. Mandou de imediato encerrar todos os parques. Crencas com a justiça já lhe chega.

Resta saber, se esse parque, no ver da CMO, tem utilização que justifique a remodelação e adaptação à nova lei.

Recomendo que vejam o que pensam fazer, e se é do interesse dos moradores.

Tb há a possibilidade da estrutura passar de recreio infantil a juvenil.

Teresa


Aproveito este texto para deixar o meu comentário:


Devo mencionar que o meu interesse neste parque não é o de um pai, pois não tenho filhos.

Esporadicamente sou visitado por crianças minhas sobrinhas que, elas sim, utilizam o parque quando cá vêm. Mas é mesmo muito esporádico pelo que deste ponto de vista o parque não me é muito importante.


Subsiste sim a minha sensibilidade de cidadão e munícipe às necessidades dos residentes nesta enorme urbanização que é a Quinta do Marquês, constituída maioritariamente por edifícios de 8 andares com 3 fracções por andar [ 24 / prédio ].


Pelo que me apercebo, há centenas de crianças nesta zona que muito podem beneficiar de um parque infantil. Elas e os respectivos pais, que assim têm um lugar seguro para estarem com os filhos entretidos durante um bom pedaço de tempo, coisa que, como sabemos, as crianças agradecem pois adoram brincar, e já agora conviver e interagir com outras crianças, grande vantagem destas estruturas, visto que o mundo moderno já não permite que as crianças brinquem à solta na rua como acontecia quando nós tínhamos a idade delas.


Ficam também algumas imagens para mostrar o enquadramento urbanístico do parque infantil demolido.


vista aérea de parte da Quinta do Marquês na zona do parque infantil, através da qual é perceptível a dimensão dos edifícios e da urbanização

fonte: Bing Maps


vista aérea perpendicular da Quinta do Marquês,

na qual assinalámos o parque, existente à data da fotografia,

e os limites aproximados da urbanização

fonte: Google Earth


a Quinta do Marquês na planta da freguesia de Oeiras e São Julião, disponível online pela autarquia de Oeiras

fonte: CMO


fotografia de abertura © josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


domingo, março 21, 2010

parque infantil - actualização 01


18-03-2010


Sobre esta matéria que aqui publiquei, ontem foi-me dito por uma pessoa geralmente bem informada que este não é caso único no nosso concelho de Oeiras.


Segundo a informação que a pessoa me deu, a ASAE multou a Câmara devido ao mau estado de 3 parques infantis que apresentavam, p. ex., madeiras partidas e lascadas e pormenores do tipo, naturalmente potencialmente causadores de danos e ferimentos nas crianças que os utilizassem.


Assim, decidiu a Câmara interditar um número que desconheço de parques - um deles o do Bairro da Medrosa, segundo informação dum morador - e também demolir outros.


Para já é o que sei e posso adiantar.


fotografia © josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


sábado, março 20, 2010

o pintor fumador


Pergunto-me o que terá fumado a pessoa que repintou este sinal:


Sinal de direcção.

Rotunda de Sassoeiros

18-03-2010


Repare-se bem na excelência do trabalho:


O rigor do contorno é digno dum Rubens...


fotografia © josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


sexta-feira, março 19, 2010

aqui havia um parque infantil...


Aqui, na Quinta do Marquês, a poente do entroncamento da Rua da Quinta da Serra com a Rua Professor Egas Moniz, onde existe um aprazível jardim, havia um excelente parque infantil, como se vê nas seguintes imagens. Um parque muito frequentado pelas crianças dos prédios vizinhos.


28-10-2003

28-10-2003

22-03-2004


Havia... Porque já não há. O mesmo foi demolido e desapareceu, como ontem constatámos.

Começamos por estranhar a falta de licença de obra. Se esteve lá, foi com o parque.


18-03-2010

18-03-2010


Questionamos:


- Porque foi retirado o parque?

- Tinha problemas de segurança? Neste caso talvez bastasse interdita-lo e solucionar os problemas.

- Irá ser substituído por outro parque melhor ou a ideia é aproveitar o espaço para outros fins?

- Irão as crianças ficar privadas dum espaço de divertimento, lazer e recreio?


Vamos ficar de olho no assunto!


fotografias © josé antónio • comunicação visual, reprodução proibida.


quarta-feira, março 10, 2010

o meu Lobo era faquir...


o Lobo em 17-12-1990 com cerca de 7 meses


O meu Lobinho, que saudades, era faquir, ah pois era!

Corria-lhe nas veias o sangue e o instinto dos antepassados.

Os seus progenitores foram uma puta duma cadela rafeira, de seu nome Diana, e um machão dum pastor do Alasca de seu nome Laska.


O que é que tal cruzamento de genes haveria de dar?!

Entre outras crias, uma completamente negra, lindíssima, pela qual me apaixonei e que desde logo nomeei Lobo e decidi conservar comigo.


Assim, após o desmame. lá pelo mês de idade, o Lobo acompanhou-nos para a sua nova morada, um modesto andar na Figueirinha, em Oeiras.


Como tanto eu como a minha esposa trabalhávamos o dia todo, o nosso Lobinho ficava sozinho em casa, confinado à cozinha e à marquise, até chegarmos e um de nós o levar numa saudável passeata recheada de brincadeiras e correrias nos terrenos baldios atrás do nosso prédio.


Está bom de ver que o animal tinha que fazer alguma coisa para passar o tempo enquanto aguardava o nosso regresso.

E que bons divertimentos ele arranjava...


Como o reproduzido na foto abaixo, que foi ter um dia atirado ao chão o faqueiro de queijo que estava em cima da bancada e ter andado a brincar com as facas e roído os cabos todos!

Não, não se cortou.


O resultado foi o que se vê:


o faqueiro, que ainda conservo, com os cabos roídos


fotografias © josé antónio • comunicação visual | reprodução proibída


segunda-feira, março 01, 2010

são trevos, senhora....


Eppur si muove!


A minha floreira nunca teve plantas.

Hoje encontrei-a assim, consequência das últimas chuvas.

Eppur si muove!


fotografias 01-03-2010, 13h18/13h19 © josé antónio • comunicação visual


sábado, fevereiro 27, 2010

as ventas de Éolo


Éolo tem estado muito activo hoje em Oeiras...


contentores tombados pelo vento

Rua Quinta da Serra, Oeiras


fotografias 27-02-2010, 11h05/11h12 © josé antónio • comunicação visual


terça-feira, janeiro 26, 2010

à porta do Pingo Doce tudo espeta...


... pregos nas batatas, garfos nas paredes...

Pingo Doce de Sassoeiros, Quinta do Marquês, Oeiras

29-12-2009


fotografia © josé antónio • comunicação visual


quarta-feira, setembro 09, 2009

filosofando à marretada...


Lavar a alface pode ser considerado uma ablução alfacinha? De carácter místico-religioso-filosófico?


E se, para além disso, a alface vier embrulhada numa folha dum jornal matutino e formos lendo esta folha ao mesmo tempo que lavamos a alface, isto pode ser visto como uma assumpção plena do mais puro hegelianismo?




fotografia © josé antónio • comunicação visual


um olhar sobre o 7.º planeta...


... a contar vindo de Oríon.



Este post é só para partilhar convosco estas duas fotografias que tirei ontem no Largo Henrique de Paiva Couceiro, junto à estação de Oeiras da CP, no qual estavam a decorrer obras na via pública.


Não teço comentários. Apenas olhei... Gostei do que vi... Fotografei!

Espero que vos agradem.




fotografias © josé antónio • comunicação visual


sábado, abril 11, 2009

efeito xanax

. 04-04-2009, 12h19

Sentado no puff da sala, o demolidor cansaço e a terrível sonolência, ampliados pelo Xanax, fizeram o seu efeito... e a solidez dura da mesa de acrílico e vidro fez o resto...


imagem © josé antónio • comunicação visual | reprodução proibída
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hannibal...

. Karolinska Hospital, Estocolmo
21-11-1996

— Pareces o Hannibal! — Exclamou ela quando o viu assim, regressado do Gamma Knife.


imagem © josé antónio • comunicação visual | reprodução proibída
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segunda-feira, novembro 05, 2007

foto do dia

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FALTA DE PONTARIA...
a foto foi tirada hoje no mesmo wc do post de 14 OUT 2007

imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR

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segunda-feira, outubro 22, 2007

corvos !?

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Que o símbolo da cidade de Lisboa é uma Caravela com dois Corvos toda a gente sabe.
Que esse ícone se encontra espalhado por toda a cidade, também.
Que a criatividade dos artistas e artífices pode explodir de forma incontrolada e inaudita na interpretação desse símbolo, e seguir caminhos estranhos, é um dado adquirido. Compreensível.

Agora o que eu não esperava era tamanha falta de rigor técnico na execução do dito símbolo, como acontece nestes escudos aplicados em muitos candeeiros de iluminação pública de Lisboa.
Este de baixo encontra-se na Praça Duque da Terceira, no Cais do Sodré.

Desconheço quando foram fundidos estes escudos ou por quem, mas isso não é o importante. Talvez até sejam muito antigos e valiosos...
O que me importa é aquilo que se :

O 'corvo' da esquerda mais parece um PAPAGAIO... e o da direita evoca uma CATATUA !!!

Será uma espécie de alegoria ao actual executivo camarário da nossa Capital ?!




imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR

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