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sábado, maio 24, 2014

«Começam as buscas aos restos mortais de Cervantes» [ Madrid ]



«Começam as buscas
aos restos mortais de Cervantes»
[ arqueolgia ]
Madrid, Espanha

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Começam as buscas aos restos mortais de Cervantes


Quase 400 anos depois da morte de Miguel Cervantes, começam hoje as buscas dos seus restos mortais no Convento das Trinitarias de Madrid, onde se acredita que foi enterrado cumprindo o seu desejo.

Um grupo de pesquisadores começa hoje uma análise dos possíveis locais onde possam estar depositados os restos mortais do escritor, recolhendo amostras que permitam realizar os testes necessários.

Depois de processar toda a informação, será possível no mês seguinte obter uma “imagem tridimensional absolutamente completa de todo o edifício”, explicou o médico legista Francisco Etxeberría.

Com a primeira fase concluída e com resultados positivos, a segunda fase passará por extrair os restos mortais do escritor, ação que estará a cargo da equipa liderada por Francisco Etxeberría.

Uma vez recolhidos os restos mortais, a última fase passará por identificar os mesmos através de características antropológicas, tais como as lesões que o escritor sofreu na Batalha de Lepanto, em 1571 – dois tiros no peito e um na mão esquerda.

A primeira tentativa de localizar os restos mortais do escritor começa logo pela manhã no convento atualmente habitado por freiras.

Fonte: DN

fonte Pportodosmuseus

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imagem de abertura - gravura [ 1863 ] da autoria de Gustave Doré [ Estrasburgo, 06-01-1832 – Paris, 23-01-1883 ] representando as personagens Dom Quixote e Sancho Pança, personagens centrais da obra «Dom Quixote de La Mancha» [ Don Quijote de la Mancha em castelhano ] de Miguel de Cervantes Saavedra [ Alcalá de Henares, 29-09-1547 — Madrid, 22-04-16161 ] do sítio internet Wikimedia Commons a quem agradecemos.

quarta-feira, abril 23, 2014

Passeio de barco no rio Tejo «Ao Sabor da Maré» [ Rio Tejo ]



«Ao Sabor da Maré»
[ passeio fluvial ]
27 Abril ou 12 Julho 2014, 14h00 às 16h30
Cais de Escaroupim - Salvaterra de Magos [ embarque ]
Rio Tejo

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AO SABOR DA MARÉ – passeio de barco no rio Tejo
27 Abril ou 12 de Julho


A LPN agradece a divulgação das suas atividades!

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A LPN recebeu o Prémio Dryland Champion Portugal 2013

fonte LPN, Liga para a Protecção da Natureza

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Cais do Escaroupim
Largo dos Avieiros, Escaroupim 2120 Salvaterra de Magos
geral@cm-salvaterrademagos.pt [ CM Salvaterra de Magos ]
website [ CM Salvaterra de Magos ]
39° 4' 1.41" N 8° 45' 27.77" W

fotografia de abertura - vista aérea do Rio Tejo com a aldeia avieira de Escaroupim no centro da fotografia - do sítio internet Bing Maps
fotografia do Cais do Escaroupim do sítio internet Rio-a-Dentro | Ecoturismo e Passeios de Natureza no Rio Tejo a quem agradecemos.

sábado, novembro 28, 2009

Questionando Cronos


O tempo cronológico dividido em momentos [ instantes, fragmentos, pedaços, porções, cagagésimos ] mensuráveis de dimensão diversa - anos, meses, dias, horas, minutos, segundos, etc. - o tempo dizia, é uma invenção, concepção e conceptualização humanas, assim como os instrumentos concebidos e fabricados pelo ser humano para medir e registar o tempo - a ampulheta, o relógio, o cronómetro, etc. O tempo é o Homem que o pensa e o faz.


Imaginemos que um fenómeno trágico de proporções inimagináveis - mas mesmo assim imaginemos... - destruía toda a vida biológica na Terra, e só a vida orgânica, nomeadamente a Humanidade. Por exemplo, uma espécie de 'bomba atómica bioquímica', que destruísse só os seres vivos e deixasse intactos e funcionais os objectos, máquinas e equipamentos.


Durante algum tempo os relógios continuariam a funcionar, presume-se. Mas não haveria ninguém humano vivo para os usar e neles medir o tempo e ver as horas.


Neste contexto podemos dizer peremptoriamente que, p.ex., a 'hora' continuaria a existir per si?


O tempo, enquanto carácter universal e 'constituinte' da matéria [ continuum espaço-tempo ] continuaria a existir, claro, e continuaria a passar, se é que 'passa'. Tempo é devir, é mudança, é movimento.


Mas sem haver ser humano para usar o conceito de tempo, para intuir, para nomear e usar a noção de hora e medi-la podemos dizer que esta continuaria a existir?


Enquanto pedaço de tempo no fluxo deste, sim. Mas enquanto conceito? Enquanto ideia? Sim ou não?


Inclino-me mais para o NÃO...


Aceitam-se sugestões.


imagem © josé antónio • comunicação visual


quinta-feira, novembro 26, 2009

sou munta feio por dentro


Desde rapaz sempre me achei feio. Verdade, verdadinha. Apesar de a minha mãe e o meu pai, a minha avó, as minhas tias e demais familiares, e vizinhas e amigas delas, me dizerem, e dizerem umas às outras, que eu era um rapaz tãããããão bonito, tãããããão lindo, sempre que olhava o meu rosto orelhudo e grosseiramente triangular no espelho... achava-me feio. Não havia nada a fazer. Prontos!


As orelhas pareciam-me pontiagudas e desproporcionadas para o tamanho do rosto. E de abano, inda por cima.

Sentia-me um cruzamento dum elefante com um reco assuinado. Aliás, trombas era o que não me faltava!

O meu ar, para mim, ligeiramente merceeiro talvez fosse herança genética do meu bisavô, taberneiro em Torres Vedras. Ou dos meus ancestrais circenses, certamente, por via deste facto, algo labrêgos.


O facto das moças da minha idade, por algumas das quais eu tinha um interesse que transcendia a simples amizade, dizia-me o meu estranho em crescendo pénis, talvez fosse por via do doce odor a qualquer coisa que eu não sabia bem o que era e que exalavam dos corpos e das bocas, não sabia pois nós rapazes, com quem mais andava nas cavaladas, a única coisa a que cheirávamos era a suor, a chulé e a merda, as moças dizia, não se manifestarem a esse respeito, não dizerem nada ou limitarem-se a uma espécie de assim-assim pois 'tá bem, julgo que em muito, imenso, contribuía para esse meu auto-juízo estético.


O meu corpo também não contribuía em nada para melhorar o meu aspecto. Ligeiramente lepsossomático, e de baixa estatura, a minha musculatura era rude e algo angulosa. Subir às árvores torna-nos parecidos com elas. Ficamos com os membros e músculos retorcidos e nodosos como elas.


Tinha apenas uma coisa a meu favor. Tinha o que se chamava ombros de alfaiate. Esta disse uma das minhas tias-avós, a tia Elvira, irmã da minha avó Angelina. Ombros altos, era o significado da expressão. Sim, tinha os ombros altos, o que era uma vantagem com a roupa, que de um modo geral me assentava sempre bem. O senão dos ombros, notava-se na praia, era serem um tanto ossudos. O que se disfarçava pondo a toalha de praia por cima deles...


É claro que este juízo que eu fazia de mim mesmo se referia apenas ao meu exterior. À res extensa visível.

O meu interior estava-me interdito e não passava das goelas para baixo. E para isto, para ter um leve vislumbre do meu interior, tinha que abrir a bocarra em frente ao espelho, imaginando o que existiria por ali abaixo.

Haviam as radiografias, óbvio. Mas pouco mostravam. Umas manchas brancas a revelar os ossos do esqueleto e era tudo.


Sempre podia comparar-me, e imaginar-me, com um frango, quando via a minha mãe ou avó a arranjarem algum para o almoço. Aquela ensanguentada tripalhada toda sempre me dava uma ideia aproximada de como eu era por dentro. Não devia ser muito diferente. Claro que não teria moela... Mas o aspecto dos ogãos não deveria andar muito longe se me abrissem de alto a baixo e me estripassem.


Tudo isto até há dias ter ido fazer uma ecografia abdominal e os meus piores receios confirmaram-se. Se eu achava que sou feio por fora, que dizer do interior... Blharg!


Horrendo! Simplesmente horroroso! Veio-me à ideia o "Alien, o Oitavo Passageiro"! Se há um Deus, onde é que ele anda!?


Confirmem por vós próprios na imagem que aqui vos deixo:



sábado, julho 18, 2009

o que os teus olhos nunca verão...

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hoje, para variar um pouco da monotonia dos últimos dias, trago-vos um espectáculo que os vossos olhos certamente nunca verão ao vivo!

Recostem-se para trás na poltrona e assistam ao
'nascer' e ao 'pôr-da-Terra' vistos da Lua.

Extasiem-se!




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