Já por diversas vezes tenho sentido nos interstícios das prosas que leio que muitas pessoas têm curiosidade em conhecer o meu facies (na verdade e em rigor, o meu 'brutus facies').
Julgo que as pessoas que frequentam este meio bloguístico e internetez, no qual me incluo, temem por vezes estar apenas a comunicar com uma máquina, um cérebro electrónico, um reles e vulgar CPU; que por trás dos textos, comentários e demais virtualidades, está apenas lógica booleana, um código binário, uma sequência de zeros e uns, e não um ser humano de carne e osso, flesh and blood, body and soul. Uma PESSOA! Arriscaria chamar-lhe o "Síndroma Matrix..."
Pois bem, para que não restem dúvidas a ninguém que deste lado não está nem um CPU made in Silicon Valley nem um chimpanzé amestrado pela NASA nas masmorras floridas, mas está um ser que ama, sofre e sente, que chora e ri, que respira, transpira, come e caga, que tem emoções, desejos, medos e etecéteras, decidi finalmente revelar a minha verdadeira face (física; a outra vão conhecendo aos poucos).
Eis portanto, o EU numa versão auto-retratada por mim mesmo: EL CHE D'OEIRAS!*

memória descritiva:
- desenho em FreeHand 5.0 sobre auto-retrato do autor, pré-manipulado em Adobe Photoshop® 4.0;
- máquina fotográfica digital: Kodak EasyShare C300;
- computador: Macintosh G4 QuickSilver;
- tabaco: Português Suave azul;
- vinho: Convento da Vila tinto 2004 (Borba).
© josé antónio 2006
* Agradeço à minha esposa Isaura o epíteto, quando confrontada com a imagem...