segunda-feira, abril 25, 2005

DECLARAÇÃO

Na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, comandado pelo Capitão de Cavalaria Salgueiro Maia, jovem de 30 anos de idade, desencadeou uma operação militar cujo objectivo foi o derrube do governo fascista, objectivo esse concretizado rapidamente e, podemos dizê-lo, 'facilmente', tal a instabilidade e falta de apoio do mesmo, nomeadamente no seio das Forças Armadas.

Sempre que se refere esse acontecimento histórico, ele é mencionado pela expressão "O Vinte Cinco de Abril".
Ora "25 de Abril" é meramente um dia de calendário que acontece todos os anos. E não só em Portugal...

Ao fim destes 31 anos, sinto esta expressão desgastada e, sobretudo para as gerações mais jovens, sem significado.
A expressão adquiriu um tom nostálgico e revivalista, que é anti-pedagógico e não lhe dá o devido valor e enquadramento histórico.
Por estes factos, para marcar com maior ênfase aquele acontecimento, e dar-lhe a individualização e o rigor histórico que ele tem e merece ter, declaro que passo a utilizar, sempre que a ele me referir, uma expressão que já utilizei em prosas passadas.

Concretamente, referir-me-ei aos acontecimentos ocorridos na madrugada de 25 de Abril de 1974 por: A ACÇÃO CAPITÃ DE 1974.

josé antónio, Oeiras, 25 de Abril de 2005.

4 comentários:

António Pereira Coutinho disse...

Como o compreendo meu caro!

Só que permita-me uma breve observação... é que quem esteve à frente do arranque do grande dia, não foi Salgueiro maia mas sim Otelo Saraiva de Carvalho.

Hoje em dia parece que as pessoas têm vergonha de mensionar o nome Otelo no contexto do 25 de Abril de 74. Sou sobrinho do ex-administrador da Gelmar(Rogério Baptista de Canha e Sá), morto pelas FPs em 82, e testemunho que o Otelo era seu grande Amigo, como aliás ele sempre nos meios de comunicação afirmou! O que aconteceu é que por uma razão plausivél sempre a intensão de calar Otelo, pois como se sabe ele mexeu com a opinião das pessoas. Ele foi considerado "o homem mais poderoso de Portugal". E como sempre recusou alinhar em partidos políticos, sempre foi mais adepto dos movimentos, acabaram por o cilindrar. O partido comunista é o primeiro responsável pois nunca lhe perdoou a famosa e histórica derrota que teve frente a Otelo quando este concorreu às presidenciais.
Mas continuando no contexto... Salgueiro Maia foi um operacional na rua, com grande mérito! pois conseguio sempre manter a calma e conduzir a tarefa que lhe tinha sido atribuida, de forma exemplar.
Mas que fique aqui registado que foi o Otelo o primeiro a dar a cara e a sofrer mais tarde as consequências do derrube do sistema então na altura em vigor. Sofrer as consequências pois horas depois da queda do regime muitas negociações tiveram de ser feitas, muitas frentes políticas surgiram na altura e ele sempre soube escolher um caminho que levasse de facto aquilo que hoje temos!!!

Todos os anos Portugal inteiro havia de no dia 25 de Abril lenvantar-se e agradecer interiormente a TODOS OS CAPITÃES DE ABRIL pelo feito histórico em que se envolveram!

António Pereira Coutinho

José António disse...

Meu caro, concordo consigo no que diz respeito ao relevante papel de liderança do Otelo Saraiva de Carvalho no desencadear das operaçoes que ele, esmerado estratega, tão bem delineou.
Não sou eu quem lhe tirará esse mérito e acredito que ele ocupará sempre o lugar que merece nos livros de História como o obreiro da Acção Capitã de 1974, coadjuvado por gente de grande valor e dignidade patriótica.
Contudo não posso concordar com a sua posição quanto ao papel desempenhado por Otelo nos momentos subsequentes, após a tomada do poder pelo Movimento das Forças Armadas.
O Otelo simplesmente, quanto a mim, embarcou num delirio revolucionário inconsequente e perigoso. Otelo pode ser vítima de uma tentativa generalizada para o calar, estou de acordo. Mas Otelo é sobretudo vítima dos seus próprios desvarios pseudo-revolucionários!

Anónimo disse...

MENTIRA!!!
O que este Sr disse aqui é totalmente falso!
O Dr Rogério Canha e Sá têm apenas 2 sobrinhos e eu sou um deles...O outro é o meu irmão mais velho Luís e posso adiantar que não existe mais ninguêm.
Muito menos verdade são essas amizades que esse Sr diz terem existido!
Respeitem o nosso nome se faz favor!
Não falem do que não sabem

Anónimo disse...

Já passaram muitos anos mas a verdade está à vista de todos.
Só não vê quem não quer...ou quem não beneficia com isso.

Todos sabem quem mandou matar o meu Tio...Até quem nos governa!

Mas outros interesses falam mais alto e como tal destrui-se um grande Homem, uma família mas não conseguiram destruir o Nome e a nossa essência...

A Cobardia de quem o fez só demonstrou o medo e a ausência de "Ser"...

Nuno Canha e Sá